A BÉLGICA NA PANELA

Na Bélgica, gostamos de comer e beber bem. Além dos tradicionais mexilhões e batatas fritas, o panorama dos sabores belgas é amplo e variado, doce ou salgado.

De manhã, pode-se começar o dia com uma fatia de "cramique" (pão de passas) ou "craquelin” (pão de açúcar). Ou então, saboreie um pão à moda grega, que não é nada grego e totalmente de Bruxelas!

Mais tarde, obviamente, iniciaremos o aperitivo com uma boa cerveja. Seja loira, marrom ou âmbar, branca ou frutada, a cerveja reina suprema na Bélgica. Principalmente se você degustar uma das seis cervejas trapistas, fermentadas nas paredes de uma abadia e cujo processo de fabricação é realizado ou supervisionado por monges. Quase toda cerveja tem seu próprio copo de degustação, perfeitamente adequado para realçar os sabores da bebida. O que é também uma peculiaridade belga.

A guilda dos cervejeiros de Bruges foi fundada em 1308, a de Liège em 1357 e a de Bruxelas em 1365. Existem diferentes tipos de cerveja: as de baixa fermentação, as de alta fermentação e as de fermentação espontânea, típicas da Bélgica, com um sabor ácido muito específico.

As entradas e pratos tradicionais belgas são revigorantes:

A salada Liégeoise vem da região de Liège, como o próprio nome sugere. Esta é uma salada de vagens, batata e bacon, que se come quente. Pode ser oferecido como entrada, mas normalmente é usado como um prato principal ou mesmo como um prato único. Embora atualmente seja servido às vezes no verão, é uma especialidade culinária típica de inverno.

Os croquetes de camarões cinzas ou tomates com camarões.

O Waterzooi é um prato de Gante. Este nome significa “água fervente” em flamengo. É um prato único à base de frango ou peixe banhado num caldo de pequenas verduras (cebola, alho francês, talos de aipo, cenoura), misturado com creme de leite. Geralmente é acompanhado de batata ou mesmo arroz.

Carbonnades à la flamande: são um grande clássico da cozinha belga. São preparados com pedaços de carne, cerveja, cenoura, cebola e até açúcar mascavo.

O coelho com gueuze, uma cerveja de Bruxelas, e ameixa é também denominado “o coelho à la Bruxelloise”.

Depois poderá provar um dos muitos queijos belgas, ficará maravilhado com a sua quantidade e diversidade.

E para finalizar, um bom waffle, seja de Liège (com açúcar pérola) ou de Bruxelas (mais arejado e em retângulo perfeito).

Ou o Chocolate belga: Existem cerca de 500 chocolaterias e mais de 2.000 lojas de chocolate na Bélgica. A Bélgica produz cerca de 172.000 toneladas de chocolate por ano, das quais quase 70.500 toneladas são consumidas no próprio país. O restante é destinado à exportação.

As variedades de chocolate variam do chocolate branco ao escuro, com alto teor de cacau, quase amargo ao chocolate de leite. Encontramos recheados com pasta de frutas, amêndoas, avelãs ... Entre as marcas belgas mais conhecidas, podemos citar Côte d'Or, Jacques, Callebaut, Galler, Meurisse, NewTree, etc. Paralelamente ao crescimento da indústria do chocolate, a popularidade do grão será multiplicada por 10 graças à invenção da praline, o primeiro chocolate recheado, em 1912, por Jean Neuhaus Junior.

Seu avô, que veio da Suíça, estabeleceu-se em Bruxelas em 1857 e abriu uma farmácia na prestigiosa Galerie de la Reine. Ele envolveu uma camada de chocolate em seu remédio para esconder o gosto. Em 1912, Jean Neuhaus Junior substituiu os medicamentos por crème fraîche e criou o primeiro chocolate recheado. Ele o batiza de ‘praliné'. Em 1915, a esposa de Jean Neuhaus, Louise Agostini, desenvolverá uma caixa requintada que permite arranjar com elegância e delicadeza os pralinés, como pequenas joias: é o início do uso do "boletim de voto".

Com o tempo, as variedades de bombons se tornarão cada vez mais diversificadas. Entre as marcas de bombons mais conhecidas, podemos citar: Neuhaus, Leonidas, Godiva, Corné, Daskalidès, Marcolini, Mary ... talvez dois ou três cuberdons, speculoos ou babeluttes da costa.

Mas existe uma sobremesa belga bem especial que chamamos de tarte brésilienne (torta brasileira).

Essa torta é composta de uma massa fermentada, uma camada generosa de creme de confeiteiro ou pudim de creme e uma outra camada generosa de creme chantilly completamente recoberta de castanhas do Pará esmagadas que chamamos na Bélgica de “nozes do Brasil” – daqui a explicação do nome da torta!